domingo, 23 de janeiro de 2011

Tragédia e esperança na Serra Fluminense

Belo texto escrito por meu grande amigo, Márcio Madeira.

 
De um lado, o pesadelo.

Uma madrugada sem dormir, a falta de luz, o alto barulho da chuva vencendo um silêncio de tensão compartilhada. Ta chovendo demais, ta chovendo demais. Pela janela a luz de relâmpagos revela a rua alagada, enquanto o estrondo e o chacoalhar de um carro que tentava escapar revelam o enorme buraco escondido pela água escura. O dia amanhece, os olhos ainda exploram os estragos visíveis, quando o som indescritível de uma avalanche anuncia algo de grandioso acontecendo. O coração dispara, o olhar se volta para a esquerda, e a consciência duvida do que os olhos estão vendo. Todo o morro esta descendo. É muita, muita terra. O entulho some da vista, escondido pelos prédios. Um forte estrondo é ouvido, surge uma gigantesca nuvem de poeira. Não era encosta, não havia falhas na topografia nem tampouco casas em local de risco. É mata nativa, reserva natural. Se ali está desabando, então todo o resto já terá caído.

O pensamento se volta para os amigos que ali residem. Nomes, rostos. Corremos para o telefone. Mudo. Ainda chove forte, mas é preciso ir lá ver. Há lama e destruição por todos os lados, pessoas choram e correm. Na rua anterior um verdadeiro rio impede a passagem, permitindo apenas ver um caminhão dos bombeiros esmagado por entulhos. “Seis bombeiros morreram” – alguém diz, aos prantos. Não era boato. Mais alguns minutos e a chuva para. Podemos chegar mais perto.

Corpos passam em macas o tempo todo, bombeiros perguntam se alguém tem experiência em primeiros socorros ou reanimação. É difícil saber qual a melhor forma de ajudar. Amigos de infância estão debaixo de uma montanha de lama e escombros, onde antes havia belas casas tradicionais. Uma grávida é resgatada enquanto dá à luz um filho morto. Do outro lado da praça, a água cobre carros e pontes, invade o shopping. Pessoas buscam lugares elevados, cachorros nadam a seus lados. Há pânico e informações desencontradas por todos os cantos. “A igreja de Santo Antônio está destruída”, “o teleférico acabou”, “edifício tal está para cair”, “fulano de tal morreu”, “estrada tal está interditada”, “tal bairro não existe mais”.

Uma volta pela cidade começa a dar a dimensão da tragédia, enquanto a luz não volta e não é possível ver os jornais. A coisa foi grande, foi muito grande. Devem estar tentando falar com a gente, querendo notícias. O drama extrapola os limites da zona atingida. Não há como tranqüilizar amigos ou parentes. Voltamos para casa. A comida na geladeira ameaça estragar. É preciso fechar o registro de água, para que a lama e o esgoto não contaminem o que resta na cisterna. É preciso economizar. Há pessoas presas em elevadores, e a luz não voltará em menos de dois dias. A subestação foi afetada, postes caíram, e há fios de alta tensão entre os escombros, onde também há vazamento de gás. O comércio está fechado, hospitais estão isolados e/ou destruídos, não há gasolina. Amigos se reencontram e cumprimentam em silêncio. Não cabe perguntar se está tudo bem, é preciso buscar novas formas de saudação.

O sol se põe, é preciso tentar dormir. Mas como? Bateria do celular começa a acabar, na eterna busca por sinal. Lanternas e velas se esgotam apesar do racionamento. O mundo fica cada vez mais escuro, somos todos cegos. A noite se arrasta no medo de que volte a chover. Um banho rápido e gelado no escuro talvez ajude a passar o tempo e a diminuir um pouco a sensação de angústia e tensão.

O sol torna a nascer. Parentes de vítimas não se afastam dos montes de escombros. Passaram a noite por lá. Não existem ônibus circulando, pessoas caminham dias inteiros. O dinheiro é curto, bancos e caixas eletrônicos não funcionam. Filas se formam nos poucos estabelecimentos que se atrevem a funcionar. A entrada de pessoas é controlada, pois há medo de saques. Os preços se multiplicam, uma única vela pode custar até dez reais. Revolta e tristeza invadem a alma: “há necessidade disso? Já não sofremos o bastante?”.

A presidente está na nossa rua, os helicópteros não param. “A coisa deve ter sido ainda maior do que parece” – pensamos. Ainda sem luz, não temos tanta noção. A cidade se enche de bombeiros, policiais, homens do BOPE, da Guarda Nacional. O Exército também está aqui, é muita gente trabalhando. Na praça ergue-se um hospital de campanha; no Instituto de Educação um IML é improvisado. Um médico pede um pouco de pomada descongestionante, pois o cheiro dos corpos já em decomposição começa a se tornar insuportável, e se espalha por toda a cidade.

Uma grande caixa d’água se rompe num bairro afastado. A notícia ganha proporções catastróficas no boca-a-boca de uma população apavorada. Interfone e telefone tocam ao mesmo tempo. “Corre que a represa rompeu, vai inundar a cidade inteira, a água vai chegar até o segundo andar”. Bombeiros apavorados sobem em caminhões, doentes são transportados para os andares superiores de hospitais improvisados, pessoas são pisoteadas e atropeladas, ou brigam ferozmente por uma vaga nos caminhões que abandonam o centro à toda velocidade.

Não haveria volume d’água na maior represa da cidade que fosse suficiente para causar nem um milésimo do que era alertado, mas pouca gente consegue pensar calmamente quando até mesmo os militares estão em pânico. Alarme falso, terror real.

De outro lado, a esperança.

Caminhões com donativos começam a chegar um após o outro, enquanto pessoas surgem de todas as cidades dispostas a ajudar. Os telefones começam a tocar timidamente, ainda é difícil conseguir contato. Do outro lado da linha vozes amigas choram de alívio a cada alô.

Boas notícias surgem, de vez em quando. Existem sobreviventes, algumas pessoas são resgatadas com vida. Em Friburgo, no bairro de Duas Pedras, o morador da casa mais alta, próxima à Fundação Getúlio Vargas, sente a estrutura de sua casa balançar e sai de imediato. Desce a rua no escuro e debaixo de chuva dando o alarme do desabamento iminente aos seus vizinhos. O morro desaba, mas nenhuma vida se perde ali. Herói da vida real, prefere o anonimato.

O trabalho no voluntariado consola e renova. A sensação inigualável de servir e ser útil, a admiração por ver pessoas de fora trabalhando tanto ou mais que nós, os interessados. Descarregar um caminhão dá muito mais trabalho do que parece, descobrimos isso rapidamente. E imaginar que, em algum lugar do Brasil, este mesmo trabalho estafante foi feito com alegria por pessoas que nem sequer nos conhecem...

A ajuda material é, a um só tempo, útil e simbólica, pois carrega em si uma mensagem invisível. Sacia as necessidades do corpo, cura as doenças da alma. Uma garrafa d'água não é só uma garrafa d'água. É uma declaração de amor e de apoio, de alguém que saiu de casa e foi comprar, levou para o posto de coleta, onde pessoas com amor carregaram o caminhão. É, portanto, material sagrado. É sacrifício do povo, é atitude, é gente comendo menos para que outros possam comer alguma coisa. É carinho materializado.

Nos hemocentros, filas se formam com doadores. Doadores de sangue, doadores de vida. Gente que literalmente deseja dar parte de si mesmo ao próximo. Impossível se manter o mesmo diante de tantas forças, sejam elas tristes ou bonitas. De certo modo, é justo dizer que todos nós morremos debaixo do lamaçal. Não somos mais os mesmos, nem temos o direito de ser.

A consciência sobre as bênçãos e responsabilidades de simplesmente estar vivo se amplia indefinidamente. Continuamos aqui, por algum motivo. Estamos sendo abraçados, protegidos. É preciso justificar isso, é preciso trabalhar, honrar os que se foram, e os que estão ajudando. A vida nos deu uma página em branco. É preciso reconstruir, e fazer uma cidade melhor e mais segura do que antes. É preciso renascer, tornar-se uma pessoa melhor e menos alienada, abandonar o superficial e voltar os olhos ao essencial. É preciso ajudar a quem precisa, dividir o que se tem. Há que brotar vida verdadeira desta mesma lama, adubada por tantos amigos inesquecíveis que por lá pereceram.

A luz voltou, e os jornais falam em tragédia anunciada. Meia verdade. Em Petrópolis e Teresópolis choveram 130 mm. Em Friburgo foram 182. Em algumas cidades a tragédia de fato se concentrou em bairros periféricos e casas em locais de maior risco. Em Friburgo, reservas naturais e mansões desabaram da mesma forma. Casas de classe média alta, a 200 metros de encostas, foram soterradas. Não houve distinção. Falar em drenagem ou muros de contenção diante de tamanha potência é fazer piada de mau gosto. Útil, sim, seria um plano diretor livre de demagogias, e um sistema de alarme eficiente, como o herói anônimo de Duas Pedras.

Chega o domingo, e com ele os primeiros raios de sol. Faz um dia bonito, apesar da poeira, e quando começa a anoitecer o céu assume uma coloração azul deslumbrante. Uma leve brisa sopra pelas ruas desertas, e, por um instante, as sirenes dão uma trégua. Fecho os olhos por alguns segundos torno a abri-los. Perco o olhar nas estrelas e me deixo levar. Em minha cabeça ouço nitidamente a voz vigorosa de Renato Russo cantando.

“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã...”

sábado, 22 de janeiro de 2011

Voltando a ativa


Pois é, mais um ano se passou e coisas boas rolaram e outras nem tanto assim. Hoje ja é dia 22 e não escrevi nada desde então, mais de 1 mes sem post, mas tem explicação e prometo que pelo menos 2 vezes por semana vou por alguma coisa nessa porcaria aqui, e prometo que vou tentar colocar coisas jamais vistas antes nesse paí, ou nem tanto assim.

Sempre começamos o ano prometendo diversas coisas e muitas delas sabemos que não vamos conseguir cumprir ou algumas não irão passar apenas do 1º mês, como academia. Mas o lance é tentar colocar tudo isso de uma maneira que não te traga sofrimento, porque, do contrário, a chance de você desistir na metade do caminho é grande.

Sobre não postar aqui a mais de 1 mes foram vários fatores e 1 deles o país pôde acompanhar, na verdade, todo mundo viu o que aconteceu aqui na minha terra, ou melhor, na região serrana, mais precisamente, Nova Friburgo, nada mais ou nada menos que a maior catástrofe ecológica do país e a 10ª do mundo! É malandro, Rio de Janeiro não está mole não, agora só esperamos que tudo que foi falado seja cumprido, porque muita gente está sem onde morar e praticamente, quem não perdeu parente perdeu alguma coisa, casa, carro ou móveis, sim, móveis, teve gente que não perdeu a casa mais a água levou tudo que tinha dentro dela e se não levou condenou bastante coisa. Mas agora é hora de tentar olhar pra frente e pra muitos REcomeçar e outras, dar continuidade.

Vou ficando por aqui e ja vou fazer outro post com algumas fotos dessa tragédia. Grande abraço a todos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

FELIZ DEMAIS - Parte 2


Já estava com saudades de escrever aqui no blog, e acho que o post de ontem, sobre o fetiche da felicidade constante em redes sociais e programas de bate-papo, foi uma boa senha para uma nova contribuição. Afinal, tenho uma opinião bastante formada a esse respeito.

Conversando com alguns amigos eu tenho notado que aquele grande tabu de nosso tempo, descrito por Foucault como sendo a morte, tem aos poucos se ampliado para qualquer tipo de infelicidade.

Não sei se por influência da televisão, mas com certeza já sob efeito da internet, estamos vivendo uma época na qual as pessoas não se restringem mais a encontrar-se esporadica e erraticamente nas ruas, ou em raros eventos de grupo. Não, hoje a pessoa que faça parte das redes sociais acaba ficando em contato constante com boa parte das pessoas que conhece, e com as pessoas que essas pessoas conhecem.

De certa forma é a concretização da metáfora do panopticon, sem o caráter de prisão que o conceito original trazia. No restante, contudo, especialmente o aspecto de todos vigiarem todos, se encaixa à perfeição.

E daí ocorre que as pessoas - não apenas as mulheres, embora nelas geralmente esse efeito se observe num grau um tanto mais elevado - entrem nessas comunidades não apenas para verem, mas também para serem vistas. Nossa natureza é competitiva, está em nosso DNA disputar atenção, buscar a conquista de possíveis parceiro(a)s. E com isso, as páginas de perfil pessoal acabam se tornando uma espécie de outdoor de si mesmo, uma pequena peça publicitária pessoal.

A vida se inverte, e o que era para ser um mero registro acaba virando um fim em si mesmo. Absurdos se tornam naturais, como a pessoa viajar nas férias já pensando nas fotos que irá colocar no orkut quando voltar. Já ouvi mais de uma vez, por exemplo, histórias de pessoas que chegaram a praias famosas num dia de chuva, e deram um mergulho totalmente forçado, apenas para que pudessem ser fotografas naquele lugar que dá prestígio. No fundo, já tinham ido lá pensando apenas nisso mesmo.

E então as pessoas precisam malhar, porque precisam colocar fotos bonitas. Afinal todo mundo tem, não tem? E precisam conhecer lugares interessantes ou 'da moda' - e claro, precisam colocar suas fotos nestes lugares.

Mas nada disso basta. Por alguma razão, também parece acrescentar algum valor à sua página a inserção de trechos descontextualizados de letras de música em inglês, embora francês tire mais onda ainda. E lá vão as pessoas, copiando e colando frases de teceiros, tentando demonstrar ao mesmo tempo espasmos de erudição, e afinidade com as mensagens sempre positivas - e tantas vezes baratas - que são postadas.

E daí que todo mundo precisa parecer estar feliz o tempo todo, porque afinal estamos falando de publicidade, não de realidade. No orkut, no MSN, ninguém nunca está triste, ninguém nunca está deprimido ou sem planos para o fim de semana. De forma alguma! Afinal, aquilo não reflete a realidade de nossos dias, e sim a de nossos sonhos. Você, no orkut, é a pessoa que gostaria de ser. Está ao lado de pessoas famosas ou semi-famosas em fotos, está em shows interessantes, em praias paradisíacas ou na Europa. Está sempre sorrindo, sempre se divertindo.

Não que eu esteja aqui criticando este comportamento, pois o considero plenamente natural. Não espero aqui que ninguém vá postar fotos feias, ou de momentos tristes ou humilhantes. Não sou tão ingênuo. O problema, a meu ver, começa quando a gente se esquece que aquilo tudo é publicidade, que é tudo uma disputa por parceiros ou status tão basal quanto a que ocorria dentro das cavernas nos tempos da clava na cabeça, e começa a confundir orkut, facebook e cia com a realidade.

E, olha, quase todo mundo confunde.

Note, por exemplo, o desespero que toma conta das pessoas quando elas tomam alguma rasteira da vida. Primeiro, tornou-se algo extremamente ofensivo sentir pena de alguém. Na televisão sempre vemos isso, personagens dizendo que não querem que sintam pena deles. E os macacos de imitação, aqui fora, seguem a receita.

Ora! Quando eu estiver ferrado na vida, quero sim - e muito - que as pessoas sintam pena de mim e me ajudem. Acho isso super humano, aliás, é uma qualidade que contribui inclusive para a preservação da espécie. Dane-se se naquele momento eu estou mal, e o próximo está bem. Pro inferno com meu orgulho, eu quero é ajuda. Que loucura tudo isso! Que loucura um mundo no qual se compadecer de alguém se tornou algo ofensivo!

Abraçando-se ao mundo dos sonhos com medo de encarar a realidade tal qual um náufrago se prende a uma bóia, vejo inúmeras pessoas desesperadas tentando o tempo todo passar a mensagem de que estão no controle das próprias vidas. "Fui demitido? Sim, mas estou feliz demais. Preciso berrar isso a plenos pulmões, para que todos entendam que fui demitido, mas isso foi o melhor para mim, não fiquei por baixo. Ao contrário, estou curtindo a vida, ainda tenho dinheiro para viajar. Praticamente saí de lá porque quis."

"Ah, levei um pé na bunda? Levei, mas estou feliz demais! E preciso dizer isso a todo mundo, para que percebam que estou sozinho(a) por opção, e não por falta de. Poderia ter alguém bacana se quisesse, sou atraente, não estou abandonado ou largado". E então é importante lascar letras de música autohipnóticas, como a pérola do Jammil e uma noites: "Sou praiero, sou guerreiro, tô solteiro, quero mais o quê?"

Fala sério... Sou praieiro? Sou guerreiro!!!??? E a parte do solteiro então... Cara, sem qualquer exceção, todo mundo que entra nesse processo de negação está desesperadamente querendo se livrar da solidão, e deste incômodo estatus que eles próprios olham com preconceito. Como se todo mundo que está solteiro estivesse largado, fosse menos atraente, ou algo assim. Todas estas mesmas pessoas, de maneira patética e constrangedora, descansam aliviadas quando voltam a namorar, quem quer que seja.

E aí postam que estão feliz demais, embora mudem a letra da música para algo mais romântico. E os amigos que eram suas próprias sombras nas viagens e baladas, que eram elevados como as pessoas mais fiéis do mundo, amizades eternas, bem... É claro que já não há mais espaço para eles.

Penso, portanto, que seja pertinente um questionamento sobre a forma como estamos deixando essa natural ferramente de publicidade pessoal, que são os sites de relacionamento, se transformarem numa espécie de guia comportamental ilusório. Da forma como a coisa está eles geram pânico e frustrações íntimas, negações subconscientes, a quem percebe que a sua própria realidade cotidiana não corresponde ao que é visto em sua página pessoal, mas não percebe que é assim com todo mundo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

FELIZ DEMAIS

Sim, estou e sou feliz, mas esse post não é sobre mim ou minha felicidade.

 
Tenho algumas amigas solteiras que prefiro não dizer nomes aqui, senão todas irão dizer que não é bem assim e bla bla bla.... Mas o que eu quero dizer com esse post? Bom, eu fico rindo comigo sozinho e vejo a novela se repetindo inúmeras vezes como um "vale a pena ver de novo". Quando uma mulher está solteira, e principalmente quando ela está solteira logo após um término de namoro, elas entram em uma confusão mental tão grande que não sabem o que tem que fazer nessas horas, estou muito longe da verdade, mas estatisticamente pode se comprovar que quando saímos de um namoro e entramos direto em outro sem parar pra respirar ou arrumar a casa, a chance de isso dar errado é grande. Mas a intenção desse post não é essa, mas sim dizer que em sua maioria, salve as exceções, gostam e precisam mostrar pro mundo que eles estão constantemente felizes. Eu acompanho via msn, orkut e facebook a reação dessas pessoas, alguns homens também, poucos, e chego a conclusão que no fundo isso quer dizer 

"Veja mundo e todos que estão contra mim, ou não, estou com alguém ou não e estou feliz demais, bem na verdade feliz demais é mentira, estou bem e ponto, mas preciso mostrar pra todo mundo que superei o meu ultimo namoro ou minha vida de solteira de merda baseada em baladas, gastança de dinheiro pelo ladrão e amizades fúteis que daqui a 1 ano nem mais lembrarão de mim."

Quando ela está solteira tem que ficar colocando fotos em Orkut e Facebook de todos lugares que vai, seja sozinha ou com amigas, em sua maioria festas e noitadas. Mas antes disso, já anunciou pra Deus e o mundo que o final de semana vai ser DEMAISSSSSSSSSSSS, QUE PROMETE MUITO AMIGAS.

E acontece que, logo depois que a solteirice acaba, a mudança de hábito é notável, as amigas ficam em 2º plano, e as frases em MSN e seja lá onde puderem ser escritas gritam pra todo mundo poder ver, FELIZ DEMAISSSSSSSSSS,  e frases com pedaços de músicas sempre dizendo que está feliz por estar do lado de uma pessoa tão boa e bla bla bla bla...

Caralho, desculpe, mas eu devo ser muito velho mesmo, porque não consigo entender como uma pessoas que se diz FELIZ DEMAIS sozinha e logo em seguida FELIZ DEMAIS acompanha, a questão, antes que alguém ache que não consiga ver felicidade em tudo é, ser feliz sim, mas querer e ter que ficar mostrando isso pra todo mundo o tempo todo, não. Meu amigo a pouco tempo atrás colocou uma frase no Orkut dele que dizia mais ou menos "Talvez eu seja a única pessoa que não seja feliz o tempo inteiro." Pouco tempo depois choveu comentários, 90% de mulher, perguntando se ele estava passando por algum problema ou que não era pra ele ficar assim... pqp, ele disse em forma de sarcasmo, porque eu também me sinto assim ao ver no meu MSN, agora 3 mulheres FELIZES DEMAIS SOLTEIRAS sendo que a pouco mais de 1 semana atrás estavam namorando ou até casadas, porra, então estava infeliz no namoro mas dizia q estava feliz?! A pra pqp!!! 

Infelizmente a mulher, e volto a repetir, nem todas elas, estão sempre querendo mostrar pra todo mundo uma felicidade que a meu ver é pura mascara, querendo tapar o sol com a peneira, querendo mostrar pra todos que ela não esta jogada de lado. Pura besteira, todo mundo passa por fazes, sem tirar nem por homens e mulheres, todos de tempos em tempos fazem escolhas e algumas vezes somos escolhidos. É muito mais difícil ver uma mulher dizendo pra todo mundo que está triste demais do que o contrário, mas sabemos que o que acontece é justamente isso. 

Então se você gosta tanto de dizer que ESTA FELIZ DEMAIS, coloque e exponha tudo por trás dessa falsa felicidade que me irrita tanto, coloque frases do tipo, TRISTE PRA CARALHO, TO NA MERDA, VIVO SOZINHA, TENHO AMIGOS FALSOS e por ai vai, ponto. Estou vendo pedradas vindo em minha direção?

Isso tudo é cansaço?!

Podem crer que sim, senti a necessidade de postar tudo que estou sentido, somente, para compartilhar esta sensação tão agradável. Brincadeira, sensação nem um pouco agradável.
Sinceramente, estou me sentindo como o Sr. Madruga no clássico episódio em que ele olha no espelho e se ve como uma caveira de tão ruim que está. Hoje estou num dia que posso dizer ser um dos piores em relação à cansaço, acho que muito de vocês já passaram por isso. Duvido que ninguém nunca se enquadrou num destes sintomas:

O dia começa mais ou menos assim...
Em dias normais de cansaço normal, você acorda e fica com vontade de ficar mais na cama, mas em dias como o meu está sendo, você levanta por não aguentar mais a cama. Dá pra entender o grau de cansaço, é terrível.

Levantar e ir remando até o banheiro tomar banho...
Dias normais, você está cansado mas deixa aquela aguinha gostosa cair na nuca, PUTZ é muito bom, mas com o excesso de cansaço você toma aquele banho curvado, parece que os pingos d'água doem ao bater na pele, não é exagero.

Sair do banho e ir se vestir...
Bom, normalmente, depois de um banho gostoso suas forças se revigoram, mas no caso de um cansado ao extremo, o cidadão sai do banho senta na cama ve a hora passar e não consegue trocar a roupa, fica pensando se vai trabalhar, se falta; sem brincadeira a pessoa está tão mal que não consegue tomar decisão. Começa dar vontade de chorar porque você lembra que tem uma porr... de um negócio que você não pode pedir pra ninguém fazer.

Ir trabalhar...
Só Deus sabe como foi o esforço pra isso. Terrível...

Final do expediente...
Todos os seus membros doem, seu rosto fica com uma coceira terrível dá vontade de meter a unha e puxar os cabelos, única coisa em mente, ir pra casa deitar. Isso se o calor e a dor no corpo deixarem. Gente não é doença, é simplesmente cansaço. (Detalhe: se chegar à esse ponto pode se dizer que é doença).



Ponto ápice do morto-vivo (é assim que você se sente)...

Você começa achar graça em tudo, parece que tomou um porre, falam "A" e você ri. É patético... Tudo parece estar em câmera lenta.

Eu estou simplesmente assim e não são exageros, não copiei sintomas de ninguém. Já vi pessoas assim e realmente, é de dar pena. Se a pessoa é daquelas que não sente pena, no mínimo fica com muita vontade de rir.

*Obs.: Só pra ter uma idéia, na verdade esse post era pra ter sido publicado ontem, mas eu estava realmente sem condições.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Extress

Recebi hoje um e-mail que prega a campanha pela paz... não a paz mundial, aquela das misses, a paz de espírito quando algum cabeça de porco, infeliz, indigente aporrinhar sua santa calma, não se desespere, temos a solução dos seus pobremas! Veja a dica dos especialistas:

 

Campanha pela paz

Quando seu namorado ou namorada, marido ou esposa, ou alguém significante lhe fizer alguma coisa que você fique bravo(a), não caia na tentação de discutir e brigar.

Apenas conte até 10, permaneça calmo(a) e depois que ele(a) for para a cama cole seus chinelos com Super-Bonder no chão.

aaaaaa

Obs.: O copo de leite da o charme na queda.

Obs2.: Não tente fazer isso, seu animal.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Felicidade

Oi gentem!
Eu ia dizer bom dia mas lembrei que hj é segunda... ¬¬'
Enfim, fuçando blogs e páginas afins achei um texto super legal, digno de segunda-feira (dia bendito onde nada parece funcionar.. nem meu cérebro! ¬¬') e resolvi postar pra vcs.
Pois que todos um dia nos perguntamos: existe fórmula pra ser feliz??
Não, não existe, mas com atitudes no dia-a-dia tornam os dias pelo menos mais prazerosos ou toleráveis.
Tá aí o texto catado delicadamente daki. =D

"21 dicas para ser feliz

1. Afirme somente se tiver certeza;
acredite somente se lhe derem fatos;
gaste somente se souber de onde tirar os fundos;
coma somente se tiver fome;
durma somente se tiver sono
e, em caso de dúvida, fique na sua e siga seu próprio nariz.

2. Abrace muito, beije mais ainda e já que a vida é de graça.

3. Peça - sempre haverá alguém quem lhe dará o que você está precisando.

4. Despeça-se do que já passou quem vive de passado é museu.
Pare de se preocupar

5. Suas desgraças nunca serão do tamanho que você pensa
Nem seus êxitos.

6. Perdoe-se por suas burrices e fracassos.Se você não se perdoar, vai ser inútil pedir desculpas ou dizer "sinto muito" a quem quer que seja.

7. Reze para agradecer, nunca para pedir. Você já recebeu mais do que suficiente para crescer e ser feliz.

8. Não perca tempo em discussões inúteis. Ao invés de brigar, cante uma canção do Legião, tome um banho frio ou vá dar uma volta de bicicleta no parque.

9. Desista de fazer a cabeça dos outros - o que eles pensam de você não é da sua conta. Adote a filosofia do CAVALO NA PARADA DE 7 DE SETEMBRO - cagando, andando e sendo aplaudido"

10. Cuide de si mesmo como se estivesse cuidando do seu melhor amigo.

11. Expresse a sua individualidade. Transe a sua sexualidade. Apóie-se em seus talentos e virtudes. Concentre-se em seus objetivos. Pare de fumar, e faça ginástica 3x por semana, no mínimo.Mude algo em si mesmo todos os dias. Abra-se com alguém.

12. Faça alguma coisa que sempre desejou fazer, que pode fazer, mas que tinha vergonha.

13. Cometa erros novos.

14. Simplifique sua vida.

15. Deixe bagunçado.

16. Pare de frescura.

17. Acredite no amor; nada no mundo é mais digno de crédito. AME - não é vexame nenhum.

18. Nunca pense que o amor é uma "água morna" - onde há amor, há respeito pelas diferenças; onde as diferenças são aceitas, existem pontos de vista contrários; e onde existem pontos de vista contrários, há conflitos e desentendimentos.

19. Não se intrometa na vida dos outros, nem julgue as pessoas de jeito nenhum. Deixe-as ser como são e curta o melhor de cada uma.

20. Grandes amizades não se perdem em pequenas disputas. Se se perderem, é porque não eram nem amizades, muito menos grandes.

21. Leia o que está escrito, ouça o que é dito e, se não compreender, pergunte. Não tenha vergonha de perguntar o que não sabe. É assim que se aprende.

SEJA FELIZ!"





Update: A dica nº 9 é muito utilizada por minha pessoa e tem funcionado beeeem!
Dica nº 22 (por minha conta) recebam agora de presente um botãozinho delicado, exatamente do tamanho da palma da sua mão, escrito em letras garrafais logo em cima dele: "FODA-SE". Sepre que algo 'apoquentar' a vida de vcs, aperte-o! =)

Usem-no sem restrições ok?

Beijos beeeeem grandes!

Ah! E tenham um bom dia! ;)




sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Animais esquisitos

As imagens a seguir justificam o título, algumas são tão bizarras que parecem animais de outro planeta. Vale à pena dar uma olhadinha, só não sei se alguém se interessaria de ter algum desses em casa.

Pra começar essa foi uma das criaturas que mais chamou minha atenção, olhem bem e vejam se não parece com aquele cachorro do Atreio da "História sem fim"!

Esse é o famoso Falkor, o famoso dragão da sorte com cara de cahorro


Agora essa é criatura mais bizarra que já vi, rsrs. Por favor ainda não tirem conclusões precipitadas.


Vejam agora algumas mais lights! Esse é um simples peixinho...

Blobfish, coitado muito feio mesmo, tem cara de velho



Axolotl, salamandra mexicana. parece ter saido de um desenho animado


Toupeira nariz de estrela



Orictéropo, parece uma mistura de leitão com canguru, tão feio quanto o nome


O que é isso? Se acalmem, pois eu também fiz a mesma pergunta...



Essa imagem melhorou um pouco?Ainda não?


Agora dá pra entender, é um cão. Uma graça por sinal, esse é o raro cão de Komodor



Aye-Aye, originário de Madagascar. Bunitinho, rssss...




Peixe ogre, esse com certeza parece um monstro


Polvo dumbo, pra mim o famoso engraçadinho (quando não se quer chamar alguém ou algo de feio usa-se "como é engraçadinho)







O famoso "Tarsie" em lindas fotos, são encontrados na Indonésia e Malásia



Esse é o Maribu, muito gracioso, huahuahua




Esse até que é bonitinho, pelo menos eu achei... O nome seria "Jeroba de orelhas grandes"



Animal da família dos Notostráceos


Morcego com cara enrugada, região central dos EUA



Anglerfish



Morcego com nariz de tubo, descoberta em Papua Nova Guiné


Agora pra finalizar uma explicação, gente quem ainda está cismado com a primeira criatura que coloquei, podem ficar tranquilos aquilo é uma escultura, olhem bem e vejam não existe nada como aquilo! Temos que concordar o artista é fera!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Frase do dia:

* SEM MAIS! *

Catado delicadamente de algum lugar que não me lembro bem! =D

Se beber...

Me chame! =D


Você vai ao bar e bebe uma cerveja, tudo no maior controle... Daí, bebe a segunda cerveja, a terceira e assim por diante até o controle ser algo que um dia talvez tenha estado habitando seu ser.

O seu estômago manda uma mensagem pro seu cérebro dizendo “Caraca véio… o cara tá bebendo muito liquido, tô cheião!!!” Seu estômago e seu cérebro não distinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, ele sabe apenas que “é líquido”.

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: “Caraca!! O cara tá maluco!!!”

E manda a seguinte mensagem para os rins “Meu, filtra o máximo de sangue que puder, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora”, e o rim começa a fazer até hora-extra e filtra muito sangue e enche rápido.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue. Orim aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estômago manda outra mensagem pro cérebro “Cara, ele não pára, socorro!!!” e o cérebro manda outra mensagem pro rim “Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!”

O rim filtra feito um louco, só que agora, o que ele expulsa não é o álcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mais o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e você fica mais “bunitim”.

Chega uma hora que você tá com o teor alcoólico tão alto que seu cérebrodesliga você. Essa é a hora que você desmaia… dorme… capota… resumindo: essa é a hora que o seu… não tem dono! Ele faz isso porque pensa “Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele”

Enquanto você está lá, sem dono, apagado o cérebro dá a seguinte ordem pro sangue "Ó so, apaguei o cara, agora a gente tem que tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora”.

O sangue é como se fosse o office-boy do corpo. E como um bom office-boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos. Como océrebro é constituído de 75% de água, ele é o que mais sofre com essa ”ordem” e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.

Então, sei que na hora a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d’água, porque na medida que você faz píos, já repõe a água.

Saiba que…

2 copos de agua depois de acordar ajuda a ativar os órgãos internos.

1 copo de agua 30 minutos antes de comer ajuda na digestão.

1 copo de agua antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sanguínea.

1 copo de agua antes de ir dormir evita ataques do coração.”